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Dia 2 – por Alexia Carpilovsky

  • jul 14 / 2017
Taglit Hillel Rio Verão 2017 Grupo1

Dia 2 – por Alexia Carpilovsky

Acordamos cedo e tomamos café no salão do kibutz. A comida no kibutz é sempre farta e o café conta com cereais, pão, legumes, iogurte, ovo mexido, várias pastinhas, nutella, suco, café… Enfim, muita coisa. Lá, estávamos cercados de gatos, e tínhamos um ótimo espaço cheio de verde para circular. Depois de tomarmos café e nos organizarmos com as malas, seguimos com elas para o onibus e fizemos check-out.

Nossa primeira parada foi o Rosh Hanikra, uma paisagem incrível de grutas de calcário e águas cristalinas. Descemos de bondinho e caminhamos pelas grutas, onde a falta de luz ressalta a beleza do mar, que possui um brilho quase neon. Ao chegarmos no fim do caminho coberto, nos deparamos com um cenário a céu aberto, um quadro pintado pelo sol, pelas pedras e pelas águas. Depois de fotos e momentos para apreciar os arredores, seguimos para Haifa, onde visitamos o Templo Bahai – religião que prega a paz e a igualdade entre os homens. Isso se faz explícito no cuidado que os jardins bahai têm com a simetria, uma metáfora dessa igualdade: se traçássemos uma linha no meio da construção, ambos os lados seriam exatamente iguais. Flores, arbustos e uma arquitetura sensorial, que se mistura à ideologia, formam uma vista estonteante, que conta, também, com as outras construções e o porto da cidade à distância. Tudo parece se encaixar perfeitamente, e conciliar história, tradição e modernidade.

Do templo, voltamos ao ônibus e tivemos algum tempo em um shopping para almoçar e relaxar. Grande parte de nós nos deliciamos com uma das comidas mais típicas de Israel, o falafel – bolinhos fritos de grão de bico, colocadas dentro do pão pita junto com ingredientes típicos. Alimentados e recarregados, fomos até Caesaria, cidade construída no período romano pelo rei Herodes, que chegou a ser capital de Israel, se mantendo importante até hoje. Lá vistamos as ruínas de um teatro da época, que continua sendo usado atualmente para grandes shows e eventos. A estrutura desse foi toda feita de areia e pedra, dialogando com a paisagem local e refletindo os materiais disponíveis na época. A próxima parada foi o Deserto Neguev, onde andamos de camelo e participamos de atividades relacionadas à cultura beduína. Comemos em tendas, tivemos uma conversa com um beduíno e aprendemos alguns ritmos em uma sessão de música com tambores e dança. A refeição foi servida em uma espécie de panela gigante, cheia de cuzcuz, frango, carne, pão pita, legumes e molhos, e todos comemos com as mãos.

Foi uma experiência muito interessante, e entrar em contato com uma nova cultura é sempre enriquecedor e estimulante. Mais tarde, tivemos uma fogueira com marshmallows, e alguns de nós optaram por dormir e outros por não, já que teríamos que acordar as 3 da manhã para subir Massada e assistir ao nascer do sol do topo de lá. Emendamos dia com noite, mas como recompensa tivemos uma experiência única e gratificante de vencer o cansaço e receber em troca um nascer do sol cheio de boas energias.

 

 

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