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Sambaba

  • dez 22 / 2016
Aconteceu

Sambaba

Voluntários do Hillel Rio realizam festa de fim no Lar da Velhice de Jacarepaguá

No último domingo, 18/12, os voluntários do projeto Sababa proporcionaram uma tarde diferente para os idosos do Lar da Velhice de Jacarepaguá, uma festa com muito samba no pé, Sambába. Os voluntários convidaram as famílias dos idosos para confraternizarem e a tarde foi muito emocionante para todos! O grupo de samba, composto por voluntários do projeto e familiares animou e fez muitos idosos dançarem entre eles, com os funcionários do lar e com filhos, netos, bisnetos e jovens do Hillel Rio. Um momento marcante da festa foi quando a voluntária, Amanda Goldemberg conheceu o primo do seu avô, residente do Lar e nunca haviam se conhecido. Foi uma comoção geral, eles conversaram, choraram, e o idoso mostrou as fotos e recordações dos familiares para a voluntária.

“Faz mais ou menos 3 meses que conheci o Sababa… A cada domingo levamos uma atividade nova, uma brincadeira diferente ou até mesmo música para levantar todos e deixá-los felizes. No último encontro, fizemos uma festa de final de ano com muito samba que, carinhosamente, chamamos de Sambába. No meio da festa, recebi uma ligação do meu avô dizendo para que eu procurasse um primo dele, que mora no lar. Perguntei para uma das funcionárias, sempre muito gentis, quem era esse tal primo, pois até então não o conhecia e, logo que me mostrou, fui até ele. Ele estava sentado em uma cadeira ao fundo do salão, quieto, talvez até um pouco tímido. Nunca havia o visto antes nos encontros de domingo. Sentei ao lado dele e me apresentei. Falei o nome do meu avô, da minha avó, dos meus pais e, sem que eu esperasse, ele me abraçou e começou a chorar. Chorava enquanto lembrava de todos, contava histórias do passado, perguntava sobre minha vida, meus estudos, e… sentia saudade. Nessa hora quase chorei junto. Dali até o final do evento ele não queria se desgrudar de mim. Me apresentava para seus amigos do lar como “minha priminha”, super emocionado. Me levou até seu quarto para mostrar algumas fotos da família e tirou outras fotos comigo também, pediu meu telefone, email, até que, infelizmente, o horário da festa acabou e tive que sair. Prometi que voltaria com mais frequência para visitá-lo e levaria toda família junto. Ele sorria tanto. Desde então não consigo parar de pensar nele, como se sente, se fica muito sozinho, se está feliz… Os idosos que moram no lar são muito carinhosos, receptíveis, divertidos e brincalhões, mas por trás disso também sentem saudade das suas famílias e da vida que tinham antes. O nosso objetivo neste projeto mexe exatamente neste ponto. Queremos trazer de volta a história de cada um, saber de suas famílias, suas vivências, experiências. Levamos pra eles muito amor e carinho, como se fizessem parte da nossa família. Saio de lá sempre mais feliz e, especialmente desta vez, mais emocionada do que nunca.” Amanda Goldemberg, Voluntária do Hillel Rio.

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